terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fratura por estresse


Semana passada avaliei uma paciente com o diagnóstico de fratura por estresse, saiba mais sobre essa patologia.

As fraturas por estresse são micro fissuras ósseas causadas por excesso de cargas acumuladas no tecido ósseo de forma repetida. Fatores que diminuem a absorção de impacto como fadiga muscular, uso de calçado inapropriado, alterações na pisada, associados a excesso de intensidade e frequência dos treinamentos podem resultar em fraturas por estresse. 
O principal sintoma dessa patologia é o desconforto e a dor que pode ser moderada ou intensa. A área de dor pode ser generalizada, com perda de força e dor ao pisar. O seu diagnóstico pode ser difícil pois quando avaliado de forma precoce não é visível por raio - X. Os exames complementares indicados para a identificação dessa patologia são a ressonância magnética e a cintilografia óssea. O raio - X será útil somente após algumas semanas quando as fraturas já apresentarem calo ósseo ou se evoluírem para fraturas expressivas.
Os ossos do membro inferior são os mais acometidos sendo principalmente o pé, tíbia, fíbula e fêmur. Essa patologia é comum entre atletas, principalmente corredores, porém atletas de final de semana também devem se prevenir. As mulheres são mais acometidas que os homens devido fatores comportamentais e fisiológicos.



Tratamento: O tratamento mais utilizado é conservador. 

  1. Afastamento da atividade que causou a lesão e restrição de toda atividade que cause dor ou impacto. Esse afastamento pode ser de 6 a 8 semanas com ou sem utilização de imobilizador do tipo robofoot. 
  2. Realização de reabilitação com técnicas de analgesia (TENS, Gelo, Interferêncial), ultra-som para auxiliar a cicatrização da fratura e realização de técnicas de fortalecimento muscular e alongamento. O tratamento pode ser inicialmente realizado na água (hidroterapia) e ir progredindo ao poucos, culminando com técnicas funcionais que possibilitem o retorno do paciente com mais segurança as suas atividades. 
  3. Utilização de calçado adequado com bom sistema de amortecimento e apropriado ao tipo de pisada do paciente. 
  4. Substituição da atividade realizada por outra sem impacto, com retorno gradual a atividade de origem dando preferência a terrenos mais macios como a grama.
  5. Algumas fraturas mais severas podem resultar em tratamento utilizando cirurgia para fixação da lesão.



Cintilografia óssea


Fratura por estresse no 2º metatarso


A tíbia é muito acometida por fraturas de estresse.




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