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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Entorse de Tornozelo

Uma lesão muito comum no cotidiano da fisioterapia e da população são os entorses de tornozelo ou o popular "torcer o tornozelo". O entorse é um movimento violento e abrupto, no qual o pé faz uma inversão ou uma eversão (vira sola para linha média do corpo ou para o lado exteno do corpo) causando estiramento ou ruptura dos ligamentos dessa articulação. O entorse por inversão é o mais comum e causa lesão nos ligamentos laterais do tornozelo.


A gravidade do entorse será proporcional a força e a energia que ocorreu o movimento. De acordo com a sua gravidade, o entorse será classificado levando em considerações o número de ligamentos acometidos e principalmente o nível de estiramento ocorrido.




  • Grau 1: Estiramento ligamentar.
  • Grau 2: Lesão ligamentar parcial.
  • Grau 3: Lesão ligamentar total.







O ligamento mais acometido no tornozelo é o talo-fibular anterior, podendo também atingir o calcâneo-fibular dependendo da energia da lesão. Alterações como dor, edema , dificuldade para deambular (caminhar),  hematoma e equimose (mais evidente após 48 horas) são comuns nessa lesão.
O seu diagnóstico é clínico podendo ser realizado exames complementares como ultra-som e ressonância magnética, para melhor avaliação do grau da lesão. O raio-X também pode ser efetuado para descartar alguma fratura durante o entorse. 

Tratamento:
O período de tratamento vai depender da gravidade da lesão. Existem diversos protocolos de tratamento para entorse de tornozelo. Colocarei aqui o que basicamente é realizado.

  1. diminuir a dor e a inflamação ( Gelo, TENS, interferencial, Ultra-som pulsatil etc..). O médico também pode prescrever algum antiinflamatório ao paciente;
  2. proteger a área afetada (tala, imobilizador, bandagem, muletas, etc...);
  3. combater o edema ( elevação da perna e mobilizazor passivo);
  4. restabelecer a amplitude de movimento (ADM) livre de dor;
  5. mobilização / manipulação das articulações para melhora da ADM;
  6. prevenir a atrofia muscular (exercícios, uso de correntes para fortalecimento);
  7. aumentar a tolerância a sustentação de peso;
  8. aumentar o controle neuromuscular (propriocepção);
  9. alcançar independência do paciente com atividades funcionais e exercícios para domicílio.
Fontes: Mark Dutton - Fisioterapia Ortopédica - artmed, 2006.
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