O hálux valgo, também chamado de joanete, consiste em uma deformidade ocorrida no primeiro dedo do pé. Essa lesão é o resultado do desvio do hálux (dedão do pé) para a lateral do pé.

O desvio pode ocorrer entre a falange proximal e o metatarso ou entre as próprias falanges. Além do desvio outras deformidades vão ocorrendo: deslocamento dos tendões e ossículos tornando o hálux insuficiente; alargamento da cabeça do primeiro metatarso formando uma saliência óssea globosa (exostose); enrijecimento dos tecidos capsulares mantendo as estruturas na posição defeituosa; os dedos laterais podem sofrer lesões devido a pressão do dedo deslocado.
Sobre a exostose, forma-se um bolsa sinovial onde acontecem processos inflamatórios ou infecciosos (bursites), causando dor e desconforto. Enquanto cresce a deformidade, aumenta a exostose na face medial da cabeça do metatarso e agravando a bursite e a dor. A articulação metatarso falângica vai sendo luxada lateralmente até o ponto de completa incompetência do grande dedo que vai sendo gradativamente excluído da marcha e sobrecarregando os dedos laterais. Este estado pode ser notado pelo deslocamento progressivo do segundo dedo (e muitas vezes dos demais) e pelo aparecimento de calosidades plantares sob as cabeças dos metatársicos laterais.
A incidência principal dessa patologia é em mulheres de 40 a 50 anos, sendo referidos como principais sintomas a dor sobre a exostose e bursa e a dificuldade de utilizar alguns tipos de calçado.
As causas podem ser divididas em:
- intrínsecas (ligadas a pessoa): destacam-se os fatores genéticos (história familiar), hálux maior que os outros dedos, doenças sistêmicas pré-existentes (artrite reumatóide ou outras doenças reumáticas), anatomia óssea do pé (pés planos), frouxidão ligamentar etc.
- extrínsecas (fatores externos): dentre as causas extrínsecas, principalmente o uso de calçados inadequados, com destaque para o sapato de salto alto e ponta fina.
O tratamento do hálux valgo poderá ser conservador ou cirúrgico. O método conservador consiste em:
- Medidas antiinflamatórias e analgésicas: ultra-som, TENS, crioterapia, etc...;
- Técnicas manuais: mobilizações , alongamentos e fortalecimentos de membro inferior;
- Medidas de prevenção: uso de órtese de proteção ou bandagem corretiva a noite, uso de espaçador interdigital, evitar uso de calçados bico fino e salto alto.
Quando o método conservador não é bem sucedido pode-se recorrer ao tratamento cirúrgico. É importante realizar um pré e pós-operatório para que a intervenção cirúrgica obtenha sucesso.
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| Desvio lateral do hálux |

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